Catedral de Santiago
Carta ó Apóstolo :
Alma dum peixe
Encontro-me noutro nivel,
noutra dimensom contigo,
sinto-me en outro Mundo,
vivo em outra galáxia.
E todo arredor move-se
a muita velocidade,
com vertiginosidade,
nom há tempo de cavilar.
Quando decobres tal feito,
já nom hai volta possível,
é impossível abandoar,
a direçom é única.
Ti fas-me ver umhas cousas,
que aparecem de súpeto.
Sinto uns sons, umhas frequéncias,
que nom as dou traducido.
Entom vou-nas cavilando,
sinto-as de novo aparecer,
pecho os olhos, relaxo-me,
invade-me a paz de novo.
Intento ver as imagens,
quero sentir as palabras,
atopar interpretaçons,
coma José, o de Jacob.
Sei que há algo, noto o aviso,
e sem pensar adianto-me
ao que tem que acontecer,
ainda nom sendo claro.
Uma doce sintonia,
que fai-me estar conetado
cum fio permanente a Ela,
de luminosa cor roja.
Nom podo deixar de esta-lo
e nom sinto dor algumha,
pois todo flue ao natural,
cum constante pensamento.
Faga o que faga meu corpo,
sinte-se um peixe voador,
que vai navegando e voa,
que voa e nadando zoa.
Um peixe que sonha e nada,
na auga respira e dorme
e deitando-se nas nuvens,
com tódolos ventos fala.
Peixe amigo dos páxaros,
que tamém flores sementa,
polinizador de almas,
um filho do mar profundo.
Uma ave de amor celestial,
tocada pola sua Deusa,
uma sereia com aas,
habitando no nosso Lar.
🌟
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