Em busca da Nada
Carta a ninguém
Vou em pesca da Nada
pesquisando o vazio
que a ela contenha
Pois o pouco que eu falo
som palavras valeiras
som feitos consumados
Duns inúteis gestos
cheios de autoenganos
e medos inconfessos
Os amores perdidos
os siléncios escuros
o meu fume soprado
Um valor desprezável
um infinitésimo
é insignificante
Meu combate é nulo
sem pode-lo repetir
é fim da competiçom
Eu vou so polo Mundo
sem voltar nunca atrás
indo sem palpebrejar
Vou choutando nas charcas
vou saltando nas pedras
miro nom entropeçar
Vou em busca da Nada
que nada ela contenha
que nada dela quero
Moradelha editora